Para tentar frear a alta dos combustíveis, governo propõe que estados zerem ICMS sobre diesel e gás
- porJuliano Beppler da Silva
- 7 de junho de 2022
- 3 anos

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira, dia 6, uma lista de medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis. Entre as estratégias, o governo federal se compromete a compensar os estados pela perda de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) desde que os governadores zerem as alíquotas do tributo nas operações envolvendo diesel e gás de cozinha.
O presidente informou, ainda, que o governo deve deixar de cobrar três impostos federais sobre a gasolina: Cide-combustíveis, PIS/Pasep e Cofins. Atualmente, esses tributos correspondem a R$ 0,69 do preço final da gasolina cobrado nas bombas dos postos de combustíveis.
Para que isso aconteça, no entanto, ele pediu que os estados concordem com a aprovação de um projeto de lei em tramitação no Congresso que cria um teto para a cobrança do ICMS sobre a gasolina. A proposta determina que combustíveis, energia elétrica, comunicações, gás natural e transporte coletivo passem a ser considerados como bens essenciais. Dessa forma, a alíquota de ICMS cobrada nas operações que envolvem esses itens não pode ser a superior à que incide sobre as mercadorias em geral, que varia entre 17% e 18%.
As medidas foram apresentadas em uma coletiva no Palácio do Planalto e devem constar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que o governo federal vai enviar ao Congresso Nacional. De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o valor do socorro aos estados pela renúncia com ICMS ficará entre R$ 25 bilhões e R$ 50 bilhões. Segundo ele, a ajuda vai durar até 31 de dezembro deste ano.
Correio do Povo
Publique seu comentário
Leia também
Mais Lidas
Mais Recentes
Crianças ficam feridas em batida de dois carros na BR-386 em Soledade
- 29 de novembro de 2025
- 16 horas
Bom Retiro do Sul escolheu suas Soberanas da Terceira Idade
- 29 de novembro de 2025
- 17 horas









Ainda não há comentários