Chuva volta com força e preocupa por risco de cheias e deslizamentos
- porJuliano Beppler da Silva
- 28 de junho de 2025
- 9 meses

Foto: Divulgação
Depois de uma sexta-feira de sol e trégua nas águas, o Rio Grande do Sul deve enfrentar um novo episódio de instabilidade a partir deste sábado (29). A previsão da MetSul Meteorologia alerta para o retorno da chuva, especialmente na Metade Norte do estado, onde os volumes podem atingir entre 75% e 100% da média de precipitação esperada para o mês inteiro de junho — tudo isso em apenas dois dias.
O aumento da nebulosidade começa ainda pela manhã de sábado, com chuva ganhando força entre a tarde e a noite. No domingo, a situação se agrava com a atuação de uma frente fria e de um centro de baixa pressão, resultando em pancadas fortes, principalmente entre a madrugada e a manhã. As regiões das Missões, Noroeste, Planalto Médio, Serra, vales e Litoral Norte devem registrar volumes entre 50 mm e 150 mm, com risco de acumulados ainda maiores em pontos isolados.
As consequências podem ser sérias. Com diversos rios ainda em níveis elevados ou acima da cota de inundação — como os rios Taquari, Caí, Paranhana, Sinos, Gravataí e Uruguai —, há alta probabilidade de agravamento das cheias e alagamentos, além do risco de deslizamentos de terra em encostas. Mesmo áreas como a Grande Porto Alegre, que terão volumes um pouco menores, ainda estão em estado de atenção devido ao represamento dos arroios pelo nível elevado do Guaíba.
Segundo a MetSul, os impactos devem ser sentidos com maior intensidade entre terça e quinta-feira da próxima semana, período em que a nova onda de vazão deve alcançar a região metropolitana. Ainda que não haja previsão de repetição da catástrofe de maio, o nível do Guaíba poderá atingir novamente marcas entre 3 e 3,50 metros no Cais Mauá. Além da chuva, o vento Sul que soprará no domingo e ao longo da semana também deve pressionar as águas na Lagoa dos Patos e dificultar a vazão dos rios.
A orientação é de atenção redobrada, especialmente em áreas ribeirinhas e em regiões com histórico de deslizamentos. Em qualquer sinal de risco, a Defesa Civil deve ser acionada.
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