Giro do Vale

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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Esquema bilionário do PCC: operação da PF bloqueia fundos e prende integrantes

Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (28) a Operação Carbono Oculto, que desarticulou um esquema bilionário do Primeiro Comando da Capital (PCC) voltado à infiltração da facção no sistema financeiro formal do Brasil. Ao todo, 41 pessoas físicas foram alvo da ofensiva, 21 fundos de investimento foram bloqueados e seis indivíduos acabaram presos. Outros investigados considerados estratégicos seguem foragidos.

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a estrutura contava com 255 empresas de fachada. No cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos mais de R$ 300 mil em espécie, 141 veículos, 192 imóveis e duas embarcações. A Receita Federal também decretou o sequestro de bens ligados à facção.

As investigações apontam que o grupo buscava lavar bilhões de reais por meio de fundos de investimento e redes empresariais de fachada. A ação se conectou a outras duas operações anteriores — Quasar e Tank — que já haviam identificado sofisticados esquemas de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras.

A Operação Quasar revelou uma engrenagem de ocultação de patrimônio envolvendo fundos que se entrelaçavam em camadas complexas de participações, dificultando a identificação dos beneficiários finais. Já a Tank, realizada no Paraná, investigou uma rede que teria movimentado mais de R$ 23 bilhões desde 2019, utilizando postos de combustíveis, holdings e distribuidoras, entre outros empreendimentos, para lavar pelo menos R$ 600 milhões.

O uso de laranjas, depósitos fracionados, fraudes contábeis e simulação de negócios foram algumas das estratégias mapeadas pela PF. De acordo com os investigadores, a facção se aproveitava até de brechas no Sistema Financeiro Nacional para realizar transações de forma anônima por meio de instituições de pagamento.

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